Histórico


O Jardim Botânico de Jundiaí Valmor de Souza (JBJ) – SP foi inaugurado em 29 de dezembro de 2004, com uma área de 150.000 m², surgiu como uma proposta de recuperação de uma área pública com longo histórico de degradação. Esta área se encontrava abandonada com infestação de gramíneas exóticas, lixos e entulhos. Historicamente esta área sofreu processos antrópicos que aceleraram sua degradação ao longo das décadas. Entre estes processos destacaram-se as atividades de extrativismo mineral, deposição de resíduos e sucessivos incêndios que modificaram a vegetação natural e causaram danos na vegetação que resistiu.

A proposta inicial de recuperação da área visava apenas à implantação de um grande jardim para enriquecer e reabilitar o espaço, disponibilizando uma nova área verde de lazer para o município de Jundiaí, mas após discussão técnica com a apresentação da proposta de um Jardim Botânico, esta foi aceita pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos que iniciou sua a construção imediatamente.

Inicialmente o projeto do Jardim Botânico teve como alvo o paisagismo e a criação de coleções temáticas. Toda a área do atual Jardim Botânico foi revitalizada. Foram criadas estruturas para atendimento ao público, para exposição e reprodução de plantas, trilhas para caminhadas, cascatas, lagos artificiais, jardins temáticos e foi iniciada a implantação de coleções botânicas. Os Jardins temáticos foram criados em homenagem as diferentes e principais etnias, que por meio de seus imigrantes, contribuíram para formação e desenvolvimento do município. Atualmente o Jardim Botânico conta com um Jardim Japonês, um Jardim Italiano e o Espaço África implantados.
Além das estruturas citadas foi inaugurada no ano de 2011 uma pista para Caminhada e uma Ciclovia com oito quilômetros de extensão que corta o jardim e interliga o Jardim Botânico ao Parque da Cidade, uma outra área verde de aproximadamente 500.000 metros quadrados que circunda toda a represa de captação e armazenamento de água para o município, ambas proporcionam ao município uma experiência de exercício ao ar livre em área segura e livre de poluição e transito.

No ano de 2012, a fim de atender a resolução n° 339/2003 do Conselho Nacional do Meio Ambiente que estabelece diretrizes sobre o enquadramento dos Jardins Botânicos no Brasil, a administração do Jardim Botânico de Jundiaí iniciou uma série de atividades previstas nesta resolução. Definiu-se a composição de uma equipe técnica para iniciar atividades de pesquisa, conservação e educação ambiental e iniciou-se o desenvolvimento de atividades de coleta de sementes, produção de mudas, curadoria de coleções botânicas científicas e pesquisas em botânica e ecologia. No mesmo ano foi publicado o decreto municipal do regimento interno do Jardim Botânico de Jundiaí, um pré-requisito para que o jardim pudesse solicitar o registro e enquadramento junto ao Ministério do Meio Ambiente.

Em fevereiro de 2013 foi encaminhada ao Sistema Nacional de Registro de Jardins Botânicos a solicitação de registro e enquadramento na Categoria C da Resolução CONAMA 339/2003, um ano após o Jardim recebeu o certificado de enquadramento provisório nesta categoria, com a ressalva de no prazo de um ano reencaminhar o processo com a alteração dos quesitos que não foram contemplados. No ano de 2015 iniciou-se o processo novamente com a compilação de dados e informações para atender todos os quesitos necessários para o registro e enquadramento na Categoria “B”. E no dia nove de julho de 2015 o Jardim Botânico de Jundiaí recebeu o parecer favorável da Comissão Nacional de Jardins Botânicos com o registro e enquadramento na Categoria “B”.

No ano de 2016 foi iniciada a confecção da Política de Coleções de Plantas Vivas do Jardim Botânico de Jundiaí, este documento tem o objetivo agir como ferramenta prática para auxiliar na gestão e no manejo de coleções, onde são apresentadas as principais diretrizes para tomadas de decisões, assim como metas e propósitos ao gerenciar coleções de plantas vivas. Sua finalidade é atuar como instrumento na promoção da conservação genética de populações da flora através da manutenção de um banco de germoplasma e da reprodução ex-situ de espécies nativas dos domínios Mata Atlântica e Cerrado brasileiros, incluindo suas formações e ecossistemas associados.

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