Projetos de Pesquisa


Levantamento Florístico das Espécies Arbustivas e Arbóreas Nativas do Brasil no Jardim Botânico de Jundiaí – (JBJ) – SP.
Thiago Pinto Pires, Demétrio Vasco de Toledo Filho, Felipe Hashimoto Fengler, Vania Plaza Nunes.
Jardim Botânico de Jundiaí e Associação Mata Ciliar
Início: 05/2010 Encerramento: 05/2011

RESUMO: O Jardim Botânico de Jundiaí, São Paulo, fundado em dezembro de 2004, surgiu como uma proposta de recuperação para uma área com longo histórico de degradação e com presença de fragmentos florestais, localizado nos arredores do Paço Municipal de Jundiaí. Seu projeto inicial teve como tema central a conservação de espécies vegetais nativas da Serra do Japi e arredores. Constatada a necessidade da definição de seu acervo, foi caracterizada a composição florística da vegetação remanescente e das espécies nativas do Brasil plantadas no Jardim Botânico. O presente estudo, iniciado em junho de 2010 e concluído em maio de 2011, foi realizado em uma área de 19 hectares, localizada na UTM 23K 305.635 e 7.435.435 situada a 713,5 metros de altitude. O clima da região é mesotérmico de inverno seco (Cwa), com temperatura média de 21,4°C e precipitação média anual de 1.400 mm. A área se encontra em uma transição entre Cambissolo Háplico e Argissolo Vermelho Amarelo. Foram realizados caminhamentos sistemáticos ao longo de toda área, analisando sua composição florística. Foi utilizado o sistema de classificação de plantas APG II. Como resultado desse estudo foram identificadas 157 espécies, incluindo arbustos e árvores, distribuídas em 44 famílias botânicas. As famílias com maior número de espécies foram Fabaceae (40), Myrtaceae (12), Bignoniaceae (9) e Malvaceae (9). De 157 espécies identificadas, 71 são remanescentes do local e 86 são espécies nativas do Brasil que foram plantadas no Jardim Botânico até o presente momento. Conclui-se que a vegetação remanescente do Jardim Botânico apresenta em sua maioria espécies características de Cerradão (Savana Florestada), distribuídas junto às espécies típicas da Floresta Estacional Semidecidual, podendo ser caracterizada como uma fisionomia de transição entre os biomas.





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