Projetos de Pesquisa


Coleção de plantas vivas para estratégias de conservação ex-situ do Jardim Botânico de Jundiaí.
Bruna Gonçalves da Silva, Thiago Pinto Pires, Renato Steck
Início: 09/2016 Em andamento

RESUMO: A coleção de plantas vivas destinadas aos programas de conservação de espécies do Jardim Botânico de Jundiaí são manejadas segundo a “Política da coleção de plantas vivas para conservação do Jardim Botânico de Jundiaí”, que tem por finalidade atuar como ferramenta na promoção da conservação genética de populações da flora através da manutenção de um banco de germoplasma.e da reprodução ex-situ de espécies nativas dos domínios Mata Atlântica e Cerrado brasileiros, incluindo suas formações e ecossistemas associados. A coleção de plantas vivas para conservação contempla espécies com diferentes hábitos, como arbóreo, arbustivo, arborescente, trepadeiras, epifítico e herbáceo; típicas de diferentes estádios sucessionais, abastecendo um acervo que possibilita a contribuição com projetos de restauração de ecossistemas pertencentes aos domínios mencionados; e prioriza espécies raras e ameaçadas desses dois domínios. Os seguintes critérios são considerados na aquisição e incorporação de espécies na coleção: (i) valor de conservação – flora declarada rara ou ameaçada local, nacional e/ou mundialmente; (ii) valor de manutenção ecossistêmica – flora considerada como espécie-chave para o ecossistema; (iii) frutos zoocóricos – espécies que produzem frutos atrativos para fauna; (iv) flores atrativas para fauna – espécies que produzem néctar ou outros recursos alimentares utilizados pela fauna; (v) potencial de propagação – espécies possíveis de se propagar em ambiente ex-situ, mesmo que com sucesso reduzido; (vi) potencial paisagístico – espécies da flora nativa com apelo contemplativo; (vii) potencial econômico – espécies da flora nativa utilizadas, ou com possibilidade de uso econômico, especialmente por comunidades locais. A coleção pode ser utilizada como material para pesquisa científica da flora, incluindo pesquisas laboratoriais nas áreas de genética, anatomia, taxonomia, fisiologia, educacionais, entre outras; atuar como material fonte para programas de arborização, paisagismo, restauração e enriquecimento da flora; compor os programas de exposição e educação ambiental do jardim botânico; operar como material para cursos e atividades didáticas; atuar como material fonte para doação e troca com outras instituições. Com essas estratégias o Jardim Botânico espera contribuir para a conservação ex-situ das espécies desses domínios ameaçados.





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