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Árvores do Jardim Botânico: Luehea divaricata Mart. & Zucc.

Estando amplamente distribuída pelo Jardim Botânico de Jundiaí, a árvore Luehea divaricata é apreciada por suas flores róseas e amarelas, as quais atraem muitos polinizadores, como as abelhas. Ao amadurecerem, seus frutos liberam diversas sementes aladas que são dispersas pelo vento nos meses de maio a agosto1.

Luehea divaricata no Jardim Botânico de Jundiaí (Foto: Vinícius F. Bissoli)

Essa espécie é nativa do Brasil e pertence à família Malvaceae, grupo ao qual pertencem diversas plantas de importância econômica e ornamental, como o algodão, o cacau, a paineira e o hibisco. Ela ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica e se distribui por vários estados do país, sendo encontrada principalmente no Rio Grande do Sul2.

Esta árvore é conhecida popularmente como açoita-cavalo ou açoita-cavalo- miúdo, devido à flexibilidade de seus galhos que podem ter sido usados como chicote. O nome Luehea homenageia um famoso botânico chamado Karl Von der Lühe, que viveu na Áustria durante o século XVIII3. Já o termo “divaricata” deriva do verbo divaricar, que significa ramificar-se ou bifurcar-se, característica notável nos ramos das flores4.

A Luehea divaricata é muito utilizada no paisagismo por conta de sua bela copa e de suas exuberantes flores. No entanto, o aspecto ornamental não é a única utilidade oferecida pela Luehea. O que muitas pessoas desconhecem são as características medicinais desta planta, que pode ser usada em diversas situações. As folhas podem atuar como um diurético, o caule como um anti-inflamatório e a casca é benéfica no tratamento de artrite5 6.

Vinícius Ferracini Bissoli (Estagiário Voluntário do Jardim Botânico de Jundiaí)

Referências bibliográficas:

1 Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil, Vol.1; 5° Edição. Harri Lorenzi, 2008.

2 Luehea in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB9094>. Acesso em: 21 Fev. 2017

3 Carvalho, P. E. R. Espécies arbóreas brasileiras. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica; Colombo: Embrapa Florestas, 2003. v. 1.

4 Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Editora Melhoramentos Ltda. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=divaricar>. Acesso em: 23 Fev. 2017.

5 Felício, L.P. et al. 2011. "Mutagenic potential and modulatory effects of the medicinal plant Luehea divaricata (Malvaceae) in somatic cells of Drosophila melanogaster: SMART/wing". Genetics and Molecular Research. 10 (1): 16–24. doi:10.4238/vol10-1gmr982.

6 Tanaka, J. C. A. et al. 2003. “A New tormentic acid derivative from Luehea divaricata Mart. (Tiliaceae)”. Journal of the Brazilian Chemical Society. 14 (3): 475. doi:10.1590/S0103-50532003000300024.

Publicada em 01/02/2017




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